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segunda-feira, 31 de março de 2008

TUBERCULOSE E HIV/AIDS, NOVOS DESAFIOS PARA O CONTROLE SOCIAL


Hoje o governo investe em parcerias como PSF (Programa Saúde da Família) e na estratégia DOT (tratamento diretamente supervisionado, sigla em inglês), esse, no entanto se conforma no maior desafio nas unidades de saúde, capacitar e sensibilizar profissionais de saúde para que façam o acompanhamento direto ao pacientes com o monitoramento da adesão ao tratamento, que atualmente registram um significado índice de abandono. Algumas iniciativas estão sendo lentamente implantadas no sistema de saúde como, oferecimento de cestas básicas para o doente de TB com grave diagnostico de pobreza a vale-transporte para locomoção dos mesmos até os serviços de saúde, de acordo com o tratados entre Ministério da Saúde, secretárias estaduais e municipais, ainda sim insuficientes para alcançar o patamar de 85% de cura exigidos pela Organização Mundial da Saúde o qual o governo brasileiro diz ter atingido 77%.
Diante de tal cenário é bom lembrar que 15% de pessoas com HIV/AIDS desenvolvem TB, apontado para uma das principais doenças oportunistas causadas pelo HIV/AIDS, claro que os serviços de AIDS estão em grande maioria preparados para atender e acompanhar esses usuários, mas e os serviços de saúde básica na ponta? Um cenário nacional com 5 mil óbitos por ano em decorrência de TB é uma grande vergonha para nosso sistema de saúde.
Está posto aqui mais um grande desafio para a saúde pública, principalmente para o setor comunitário com tantas demandas nos diversos seguimentos de saúde.
José Carlos Veloso, é assistente social, presidente do GAPA/SP, mestre em ciências da saúde.

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