O turismo gay é forte em várias cidades do mundo: São Francisco, Los Angeles, Paris, Nova York, Amsterdã, Londres, Sidney.Só para citar algumas. É claro que essas cidades possuem atrações que vão além das direcionadas exclusivamente ao público gay. Em comum as cidades com grande contingente de turistas gays ficaram marcadas como gay friendly. Mas para chegar lá e lucrar com o pink money, elas passaram por um processo de marketing que inclui apoio governamental e investimentos privados.
Paris, por exemplo, além de possuir museus, restaurantes e atrações turísticas celebradas no mundo todo, tem uma cena noturna pulsante, mostras de cinema gay, uma grande Parada, revistas e guias gls, eventos de moda, roteiro de compras... Atrações não faltam. Miami e Sidney fazem festas que reúnem cerca de 8 mil gays, de várias partes do mundo. E o Brasil está dando passos certeiros para se tornar um destino gay internacional.Apesar do notável crescimento do turismo gay no Brasil, ainda falta muito para que o país figure na lista dos principais destinos turísticos do mundo. Na opinião de Reinaudo, isso se deve à falta de infra-estrutura e investimentos. “Falta capacitação dos equipamentos turísticos como hotéis, receptivos, restaurantes, enfim toda a cadeia que entra em contato com o turista. No caso da atração do turista estrangeiro seria importante um plano de marketing como fazem os grandes organismos de turismo internacionais como os da França, Grã Bretanha, Austrália, USA entre outros. A disputa é grande e o Brasil precisa entrar nela.Para que o Brasil cresça ainda mais no segmento de turismo gay, Reinaudo acredita que o governo precisa investir em pesquisas sobre o turista que freqüenta o país e na contratação de profissionais capacitados. “Em primeiro lugar, o Brasil deveria realizar pesquisas, nenhum órgão oficial pergunta a orientação sexual do turista. Dessa forma ficamos sem nenhum número, especialmente porque esse turista não é identificado fisicamente como, por exemplo, o segmento da terceira idade ou afro-americanos. Em segundo e mais importante, seria contratar profissionais para capacitar os equipamentos turísticos. Não há nada pior para o turista ser discriminado por algum funcionário de empresa turística, e isso infelizmente ainda acontece em nosso país”, avalia.(Franco Reinaudo, 42, diretor de marketing da Álibi Turismo, agência especializada no turismo gay)
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